domingo, 16 de agosto de 2009

Despertar

Mensagem do Rabino Yehuda


Tradução: Gamali'el ben Avraham

Queridos irmãos em Yeshua (Jesus):

Faz pouco tempo estive pregando a Palavra em várias igrejas dos Estados Unidos, e em todas, sejam hispânicas ou anglo-saxônicas, eu tratei de proferir a mesma mensagem.

E, decidi fazê-lo também por escrito, dada a urgência que vejo em levar este clamor de atenção o mais longe possível, tratando de alcançar a todos aqueles que estão perdidos em “igrejas” que somente servem para que seus líderes se enriqueçam a custa de suas ovelhas “igrejas” que nada tem haver com a Palavra de Yeshua, senão que a falsificam ou a exploram comercialmente...

Eu visitei já duas vezes a Expolit em Miami, e é impressionante o apetite desenfreado de riquezas e fama que demonstram tantos “líderes”, a quantidade imensa de publicações, em sua maioria faltando conhecimentos Bíblicos mínimos, mas explorando a inocência de muitos com temas “interessantes” e muitas vezes fantásticos, a venda desenfreada de amuletos, os “shows” televisivos, e tantas coisas mais – e ali somente o Bezerro de Ouro engorda. Almento espiritual? Muito pouco, infelizmente, pouquíssimo....

Bispos, apóstolos, pastores, rabinos messiânicos – não importa o título, o que importa é que muitos pedem US$ 5.000,00 dólares ou mais por pregação, limousine no aeroporto, passagem aérea de primeira classe... escrevem livros, publicam DVDs com mega acontecimentos em campos de futebol ou de basquetebol, se vestem de luxo com joias de ouro, escoltas uniformizados, veículos 4x4 últimos modelos (ou Mercedes, ou BMW) – e se você não for como eles, tua comunidade não tem valor...

A famosa “Teoria da Prosperidade” não é mais que um invento satânico, e oxalá Yeshua chegasse logo – e expulsasse esses mercadores do Templo...

Comunidades que vendem amuletos e prometem prosperidade econômica, automóveis, casas – como se a Bíblia fosse um supermercado, uma agencia de vendas de carros, uma imobiliária…

Devemos, COM URGÊNCIA, DESPERTAR NOVAMENTE NOS CRENTES A VERDADEIRA PALAVRA, A VERDADERA MENSAGEM DE YESHUA!

Levantemos a bandeira dos três “A” – uma bandeira simples, mas com uma mensagem clara, transparente e inequívoca!

1. ATITUDE!

Exijamos dos membros de uma comunidade VERDADEIRA, uma atitude coerente com o Corpo do Mashiach (Messias), desde seu líder até o último de seus membros. Viver uma vida espiritualmente rica, praticando valores morais como parte integral dessa vida, o mais próximo possível da Palavra da Bíblia, não prisioneiros da Lei ou de dogmas, mas sim TRATANDO O MAIS POSSÍVEL de comportar-se como VERDADEIROS crentes, na educação dos filhos no trato com os outros, com seu marido, com sua esposa, com os colegas de trabalho, uma atitude de crentes as 24 horas do dia. O líder religioso, irmãos, não se mede pelo carro que dirige nem por sermões muito bonitos e cheios de eloquência – DEVE MEDIR-SE NÃO POR MULTIDÕES QUE CHEGAM NUM ESTÁDIO SENÃO PELO CONTEÚDO DE SUA MENSAGEM! E por seu exemplo pessoal...

ESTAMOS DORMINDO!

2. AÇÃO!

Yeshua não veio unicamente para salvar-nos e redimirmos, veio para que D'le aprendamos como nos conduzirmos, como nos comportarmos, e como agir!

Ele não veio para os ricos, não entrou em Jerusalém em uma carruagem luxuosa puxada por quatro cavalos brancos, mas sim, em um jumento. E nos disse claramente: “se vestir aos miseráveis, a mim me veste e se os alimentas a mim alimenta” [Mattitiyahu/Mateus 25]

Uma comunidade de crentes DEVE ATUAR, DEVE ASSUMIR INICIATIVAS DE ACORDO AO QUE YESHUA NOS DISSE PARA FAZERMOS, COMO COMUNIDADE E COMO INDIVÍDUOS!

Não necessitamos de mega Igrejas, a igreja que cresce deve ramificar-se para evangelizar e proclamar as Boas Novas aos necessitados, ajudá-los espiritual e materialmente. Não carros superluxuosos, mas sim transporte para os que não tem meios de locomoção! Não clubes sociais vazios de conteúdo – e sim escolas de Estudos Bíblicos e laicos, ajuda médica e jurídica, bancos de alimento, missões em lugares afastados, em países pobres.

Devemos ajudar aos inválidos, aos que em silêncio sofrem na sociedade, limpra suas casas, organizar suas cozinhas que deem de comer um prato quente que muitas vezes é o único da semana, visitar e consolar aos enfermos – tanto há que fazer e tão pouco se faz!!!

E dentro da comunidade temos que pertencer, colaborar, oferecer-se, aceitar responsabilidades, atuar, atuar, atuar sempre e não esperar que o pastor ou o rabino o peça ou lhe diga.

Formar células ou grupos familiares que levem a Palavra aqueles que necessitam, e ajudar aqueles que tem menos que nós – A INICIATIVA CONSTANTE, O MOVER DA RUACH HAKODESH (Espírito Santo) EM NOSSA AÇÃO DIÁRIA, O INICIAR NOVOS CENTROS, O COLABORAR DENTRO E FORA DA COMUNIDADE A QUAL PERTENCEMOS, ISSO SIGNIFICA SER LUZ PARA AS NAÇÕES!

Perdemos tempo valioso discutindo horas e dias temas que mesmo sendo interessantes não são básicos na vida diária de um crente, em vez de FAZER, IMPULSIONAR, DAR O EXEMPLO PERSSOAL CONSTANTEMENTE.
Na verdadeira comunidade de crentes, a ação deve ser o dínamo que traz a Luz do Redentor cada dia mais forte e mais clara, a cada membro da comunidade e àqueles que a rodeiam…

E assim poderemos chegar ao terceiro “A”, a...

3. ALTITUDE!

Se assumimos uma atitude coerente com nossa Fé, e de acordo com essa atitude realizamos ações positivas, por iniciativa própria, sem esperar que nos peçam ou nos digam, você pode estar certo/seguro de que sua altitude espirital mudará, chegando aos membros da comunidade e a mesma comunidade como um todo a uma nova esfera de sentimentos, de satisfação e de realizações.

Não devemos duvidar que se pode chegar a uma riqueza espiritual, e também material muito maior, SE SABEMOS NOS ENTREGAR A PALAVRA COMO REALIZADORES, COMO ELEMENTOS PRÓ-ATIVOS, COMO EXEMPLOS PESSOAIS A CADA MOMENTO, e não vindo duas vezes por semana a nossa comunidade com uma “lista de compras” – quero isto, necessito aquilo, dá-me isto, dá-me este outro…

Avraham (Abraão), quando HaShem o chamou, não preguntava para que – mas sim, dizia simplesmente, aqui estou!

É hora de DESPERTAR! É hora de dizer a HaShem – aqui estou, nada peço senão que me use, permita-me ser um instrumento em Teu Nome!

Shabat Shalom!

Rabino Yehuda Hochmann (Juda ben Haim)
Are, Yisrael

quinta-feira, 23 de julho de 2009

A Mulher Samaritana & a Água Viva

Yeshua no Poço de Samaria

Um dia, Yeshua e os Seus talmidim estavam voltando da Judéia para a Galiléia, e estavam passando pelas cidades de Samaria. Eles foram para uma cidade chamada Sychar ( סוּכַר ) a qual estava na região que Ya'acov tinha dado a Yosef, e onde Ya'acov ficava era bem situado. O Poço de Ya'acov era um lugar comum para os viajantes pararem, descansar, e fazer uma refeição. Assim enquanto os talmidim entraram na aldeia para comprar comida, Yeshua se sentou sobre um poço para descansar. Enquanto Ele estava sentando lá, uma mulher Samaritana veio puxar água do poço. Poço de Ya'acov é bastante fundo, assim requeria uma corda e um recipiente que seria baixado até a água, e quando enchia de água, se puxava para cima. Considerando que Yeshua não tinha nenhuma corda nem um recipiente, Ele perguntou para a mulher se ela puxaria um pouco de água para Ele beber.
A mulher estava muito surpresa que Ele aceitaria água dela! Ela disse, (Yochanan/João 4:9) “Como, sendo tu judeu, me pedes de beber a mim, que sou mulher samaritana? (porque os judeus não se comunicam com os samaritanos).” Ela perguntou isto porque ela sabia que os judeus consideravam os Samaritanos sempre estarem sujos, e que as suas panelas também estavam sujas. E isto era retificado até mesmo por uma mulher Samaritana! Mas como você supõe que a mulher sabia que ela estava falando com um homem judeu?
De qualquer modo, Yeshua respondeu à mulher lhe falando que se ela sabia a quem que ela estava falando, em vez de Ele lhe pedir água, ela teria Lhe pedido água, e Ele teria dado água viva a ela. Quer dizer, Ele teria dado a ela água que fluía de um fluxo. Agora água fluía de um fluxo nunca era considerada suja, assim o fato que ela era uma Samaritana não teria feito nenhuma diferença. A mulher pensou que tal idéia era incrível! Ela perguntou para Yeshua, (Yochanan/João 4:11-12) “Senhor, tu não tens com que a tirar, e o poço é fundo; onde, pois, tens a água viva? És tu maior do que o nosso pai Ya'acov, que nos deu o poço, bebendo ele próprio dele, e os seus filhos, e o seu gado?” Mas Yeshua não estava falando sobre água para beber. Ele estava usando a água como uma ilustração da salvação que vem do trabalho do Espírito. Veja, em hebreu a palavra para “água corrente” é de fato “água viva” ( מַיּםִ חָיּיִם , mayim chayim). Yeshua estava usando um jogo de palavras. Ele estava falando sobre a água que dá vida espiritual, e até mesmo vida eterna. O Profeta Iermiahu/Jeremias (2:13; 17:13) HaShem tinha se descrito como a fonte de “água viva” de Quem derivou a salvação de Israel. Mas a mulher não entendeu as palavras de Yeshua.
Ela pensou que Ele estava falando sobre água para beber e usar para lavar e cozinhar, assim ela disse, (Yochanan/João 4:15) “Senhor, dá-me dessa água, para que não mais tenha sede, e não venha aqui tirá-la.” Assim Yeshua precisou demonstrar exatamente a ela quem Ele era. Ele disse, (Yochanan/João 4:16) “Vai, chama o teu marido, e vem cá.” Bem, a mulher tinha sido casada cinco vezes e se divorciou todas elas, e os seus divórcios não eram íntegros. Assim o homem que ela chamava atualmente de seu marido não era de fato o marido dela. Ela disse a Yeshua, (Yochanan/João 4:17a) “Eu não tenho marido.” Então Yeshua disse, (Yochanan/João 4:17b) “Disseste bem: Não tenho marido. Porque tiveste cinco maridos, e o que agora tens não é teu marido; isto disseste com verdade.” Bem, a mulher foi surpreendida!
Como este homem poderia conhecê-la se eles nunca tinham se encontrado antes? Ela disse, (Yochanan/João 4:19-20) “Senhor, vejo que és profeta. Nossos pais adoraram neste monte, e vós dizeis que é em Jerusalém o lugar onde se deve adorar.” Yeshua lhe disse que já estava vindo um dia quando ambos o Monte Gerizim (onde os Samaritanos adoram) como também Jerusalém (onde os judeus adoram) seria infestado pelos seus inimigos. Mas que o Eterno é um Espírito, e assim aqueles que O adoram em espírito e verdade podem O adorar em qualquer lugar. A mulher respondeu, (Yochanan/João 4:25) “Eu sei que o Mashiach vem; quando ele vier, nos anunciará tudo.” Então Yeshua disse a ela, (yochanan/João 4:26) “Eu o sou, eu que falo contigo.” Bem, a mulher finalmente entendeu sobre o que Yeshua estava dizendo sobre “água viva.” Ela entrou na aldeia e começou a contar para todo o mundo, (Yochanan/João 4:29) “Vinde, vede um homem que me disse tudo quanto tenho feito. Porventura não é este o Mashiach?” E como resultado muitas pessoas Samaritanas acreditaram em Yeshua.

A Parábola dos Dois Filhos

Israel, o Filho Pródigo
Yeshua era um grande Professor em Israel. Como nosso Mestre, Ele é nosso Professor, e nós seguimos o Seu ensino e a Sua halachah. Freqüentemente, nosso Mestre ensinava por parábolas. Uma parábola é chamada de מָשָׁל, mashal, significando uma história que ensina uma lição importante. A razão de um bom professor usar histórias para ensinar lições importantes é porque nós nos lembramos muito mais de histórias. Quando você ouve as parábolas de nosso Mestre, elas lhe ajudam a se lembrar dos Seus ensinos, e das coisas importantes que Ele quer que nos lembremos e as pratiquemos.
Há outra razão pela qual Yeshua usou parábolas para ensinar as Suas lições. Ele nos falou que nem todo o mundo seriam discípulos Dele, e que Ele usava parábolas para ensinar as Suas lições porque elas eram para os discípulos que Ele tinha escolhido. Um dia os talmidim Lhe perguntaram, “Mestre, por que Você ensina em parábolas?” Ele lhes respondeu, “Porque a vós é dado conhecer os mistérios do reino dos céus, mas a eles não lhes é dado. Porque àquele que tem, se dará, e terá em abundância; mas àquele que não tem, até aquilo que tem lhe será tirado. Por isso lhes falo por parábolas; porque eles, vendo, não vêem; e, ouvindo, não ouvem nem compreendem.” (Mattytiahu/Mateus 13:11-13). Quando nós escutamos as parábolas de Yeshua, e as entendemos e seguimos o que nosso Mestre nos ensinou, nós mostramos para nós mesmos sermos talmidim escolhidos Dele.
Um dia Yeshua falou um mashal sobre dois filhos. O pai deles já tinha decidido o que cada um deles herdaria da sua riqueza. Um dia, o filho mais jovem veio ao seu pai e disse: (Lucas 15:11-32)
“Pai, dá-me a parte da fazenda que me pertence.” E ele repartiu por eles a fazenda. E, poucos dias depois, o filho mais novo, ajuntando tudo, partiu para uma terra longínqua, e ali desperdiçou a sua fazenda, vivendo dissolutamente. E, havendo ele gastado tudo, houve naquela terra uma grande fome, e começou a padecer necessidades. E foi, e chegou-se a um dos cidadãos daquela terra, o qual o mandou para os seus campos, a apascentar porcos. E desejava encher o seu estômago com as bolotas que os porcos comiam, e ninguém lhe dava nada.
E, tornando em si, disse: “Quantos jornaleiros do meu pai têm abundância de pão, e eu, aqui, pereço de fome! Levantar-me-ei, e irei ter com meu pai, e dir-lhe-ei: 'Pai, pequei contra o céu e perante ti; Já não sou digno de ser chamado teu filho; faze-me como um dos teus jornaleiros'.” E, levantando-se, foi para seu pai; e, quando ainda estava longe, viu-o seu pai, e se moveu de íntima compaixão, e, correndo, lançou-se-lhe ao pescoço e o beijou. E o filho lhe disse: “Pai, pequei contra o céu e perante ti, e já não sou digno de ser chamado teu filho.” Mas o pai disse aos seus servos: “Trazei depressa o melhor vestido e vesti-lho, e ponde-lhe um anel na mão e alparcas nos pés; e trazei o bezerro cevado e matai-o; e comamos e alegremo-nos; porque este meu filho estava morto e reviveu, tinha-se perdido e foi achado. E começaram a alegrar-se.”
E o seu filho mais velho estava no campo; e, quando veio, e chegou perto de casa, ouviu a música e as danças. E, chamando um dos servos, perguntou-lhe que era aquilo. E ele lhe disse: “Veio teu irmão; e teu pai matou o bezerro cevado, porque o recebeu são e salvo.” Mas ele se indignou, e não queria entrar. E, saindo o pai, instava com ele. Mas, respondendo ele, disse ao pai: “Eis que te sirvo há tantos anos, sem nunca transgredir o teu mandamento, e nunca me deste um cabrito, para alegrar-me com os meus amigos. Vindo, porém, este teu filho, que desperdiçou a tua fazenda, com as meretrizes, mataste-lhe o bezerro cevado.”
E ele lhe disse: “Filho, tu sempre estás comigo, e todas as minhas coisas são tuas. Mas era justo alegrarmo-nos, e folgar-mos, porque este teu irmão estava morto, e reviveu; e tinha-se perdido, e achou-se.”
O que nos ensinou esta história? Nesta parábola, O pai representa HaShem. O filho mais jovem (Reino de Israel/Efraim) representa os que O desobedecem e seguem o seu próprio caminho. O filho mais velho (Reino de Judá) representa aqueles que permanecem fiéis e obedientes a Ele. E o ponto principal do mashal é isto: até mesmo quando nós desobedecemos ao Eterno, Ele sempre nos chama a fazer Teshuvá (arrepender-se e confessar nossos pecados, e assim retornar). Quando nós fazemos isso, Ele está pronto e feliz para nos perdoar de nossos pecados, e nos dar boas-vindas à Sua comunidade. Sempre deveriam ser recebidos com alegria por todo o mundo o arrependimento e a restauração – veja a história onde tudo começou em I Reis capítulo 11.
Esta é a razão do ministério de Yeshua: “... Eu não fui enviado senão às ovelhas perdidas da casa de Israel.” (Mattytiahu/Mateus 15:24), ou seja, ao filho mais jovem (o filho pródigo); e é por isso que Yeshua diz aos seus talmidim: “... ide antes às ovelhas perdidas da casa de Israel.” (Mattytiahu/Mateus 10:6).